Leitura de férias

Categoria: Sem categoria | Publicado em 27/02/2010 por Paula Carina de Araújo
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Férias…como eu estava precisando de férias! O local escolhido? Floripa!

Praia, sol, vento batendo no rosto e uma tranquilidade sem explicação. Fazia tempo que eu queria sentir essa liberdade, sentar a beira do mar e ler um bom livro sem pensar em mais nada. Não leio rápido, aos pouquinhos vou aproveitando a história, colocando-me no lugar dos personagens e pouco a pouco fazendo parte daquela história.

Vocês devem estar se perguntando qual foi o livro escolhido, não é mesmo? Há uns três meses comprei em uma promoção no site da Saraiva o livro “Dewey: um gato entre livros” e esta semana quando resolvi iniciar a leitura e claro, fiquei apaixonada! Não sou fã número um de gatos, mas tenho que confessar, esse gatinho me fisgou.

Com poucas semanas de vida, Dewey foi abandonado na caixa de devolução de livros da Biblioteca Pública de Spencer, nos EUA. Foi encontrado pela diretora da biblioteca, Vicky Myron, que lhe deu todo o carinho e conta essa história aos leitores. Muito mais do que a história de um gatinho carinhoso que passou a viver nessa biblioteca, Myron narra a história de sua vida, da cidade e de como outras vidas foram transformadas depois da chegada de Dewey.

Ainda não terminei a leitura, mas desde já recomendo! É simplesmente emocionante.

Eu vi os horrores

Categoria: Tenha na cabeceira | Publicado em 30/08/2009 por Giancarlo Proença
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Livros sobre o holocausto e o sofrimento impingido aos judeus no período da Segunda Guerra Mundial estão na moda – ou estavam, sou meio atrasado nessas coisas. No último ano, li O Menino do Pijama Listrado e A Menina que Roubava Livros. Ambos muito bons. Mas hoje terminei de ler um relato quase tão forte quanto os dois citados anteriormente: Maus, de Art Spiegelman (296 páginas, Cia. das Letras). Ganhador do Pulitzer, a obra conta a história do pai de Art, Vladek, judeu polonês sobrevivente de Auschwitz. Construído um pouco com meta-linguagem, o livro retrata as conversas entre pai e filho e ao mesmo tempo, exibe a história contada por Vladek.

Essa imbricação só é possível por que a obra não tem apenas o texto – excelente, diga-se de passagem – como suporte. É um livro em quadrinhos, e as imagens contam muito, permitindo que numa mesma cena apareça Vladek falando com o filho e sendo espancado por um soldado alemão. Em preto e branco, as imagens do quadrinho retratam  judeus como ratos, alemães como gatos, poloneses como porcos, franceses como sapos e americanos como cães. Uma bela visita à tradição das fábulas, em que os animais têm comportamento humano. A diferença é que em Maus, os humanos têm comportamento animal.

Fiquei ainda mais arrepiado quando, já no final do livro, falam em Bergen-Belsen, um campo de concentração que fica a uma hora de carro de Hannover, na Alemanha. Visitei o campo em novembro de 2005. Foi uma experiência aterradora. Não vou postar fotos, mas meu semblante é carregado em todos os retratos. E em Bergen-Belsen, não havia câmaras de gás. Era um campo transitório. Os assassinatos em massa ocorriam no Leste Europeu, não na Alemanha. Ainda assim, no final da guerra, moreu muita gente neste campo, de fome e doenças. As sepulturas são gigantes. 2000 mil pessoas em cada uma. A menor tem 500.

Lendo Maus – e ler quadrinhos é diferente, porque há o suporte da imagem – fiquei mais sensibilizado para os horrores do holocausto do que com A Menina que Roubava Livros, cujo texto é infinitamente melhor. O fato de citar um lugar em que estive, de fazer essa conexão, me deixou ainda mais suscetível ao livro. Bem que meu velho, que leu a história antes de mim, avisou que era triste pra caramba. Triste, mas vale a pena ler.

Uma vida interrompida

Categoria: Tenha na cabeceira | Publicado em 06/08/2009 por Paula Carina de Araújo
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Uma vida interrompida

Hoje a história de um belo livro veio a minha mente, “Uma vida interrompida” de Alice Sebold. Essa lembrança surgiu após assistir ao trailer do filme The lovely bones, indicado por uma amigo pelo Twitter. O filme é baseado nesse livro que descreverei nas próximas linhas.

Quando fui estagiária na biblioteca do SESC - Prainha tive a oportunidade de conhecer inúmeros livros que marcaram minha vida. Essa é uma grande vantagem de trabalhar em bibliotecas públicas, o contato com a literatura é intensa. Uma vida interrompida foi um desses livros, várias vezes ele passou por minhas mãos. Eu não me cansava de olhar aquela capa com aquele olhar triste que parecia me chamar para a leitura. Recoloquei-o muitas vezes na estante, mas um dia não resisti e levei-o para casa. A leitura me prendeu tanto que não conseguia parar de ler, era só ter uma  folga que lá estava eu viajando por suas páginas.

A história é narrada por Susie Salmon, uma garota de 14 anos que sonhava ser fotógrafa. Ela foi brutalmente estuprada e morta pelo vizinho quando ainda tinha toda a vida pela frente. Trata-se da visão de uma menina que após sua morte vive em outro lugar, uma espécie de paraíso, de onde ela continua acompanhando a vida de sua família e o desvendar de seu assassinato. A autora, Alice Sebold, também foi estuprada quando estava na faculdade aos 19 anos o que explica a temática explorada no livro. O que mais me chamou a atenção é a forma leve com que a história é narrada, mesmo ao tratar de um assunto tão assustador como o estupro de uma adolescente há um pouco de humor e romance, o que não poderia faltar em uma história familiar e tratando-se de uma adolescente.

Estou ansiosa para assistir ao filme, pois o trailer deixa um gostinho de quero mais. Fica a dica de leitura antes de, pois no livro a riqueza de detalhes é sempre uma boa pedida antes de assitir ao filme.

Boa leitura!

L.I.V.R.O

Categoria: Livro é notícia | Publicado em 16/07/2009 por Paula Carina de Araújo
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Recebi esse texto por e-mail e achei interessante compartilhar aqui no blog, já que nossos posts tratam desse objeto tão adorado, o L.I.V.R.O

Um novo e revolucionário conceito de tecnologia de informação

Na deixa da virada do milênio, anuncia-se um revolucionário conceito de tecnologia de informação, chamado de Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas - L.I.V.R.O.

L.I.V.R.O. representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, pilhas. Não necessita ser conectado a nada nem ligado. É tão fácil de usar que até uma criança pode operá-lo. Basta abri-lo!

Cada L.I.V.R.O. é formado por uma seqüência de páginas numeradas, feitas de papel reciclável e capazes de conter milhares de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantêm automaticamente em sua seqüência correta.

Através do uso intensivo do recurso TPA - Tecnologia do Papel Opaco - permite-se que os fabricantes usem as duas faces da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os seus custos pela metade!

Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para se fazer L.I.V.R.O.s com mais informações, basta se usar mais páginas. Isso, porém, os torna mais grossos e mais difíceis de serem transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema.

Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada opticamente, e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, em seu cérebro. Lembramos que quanto maior e mais complexa a informação a ser transmitida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.

Outra vantagem do sistema é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima página. O L.I.V.R.O. pode ser rapidamente retomado a qualquer momento, bastando abri-lo. Ele nunca apresenta “ERRO GERAL DE PROTEÇÃO”, nem precisa ser reinicializado, embora se torne inutilizável caso caia no mar, por exemplo.

O comando “browse” permite fazer o acesso a qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com o equipamento “índice” instalado, o qual indica a localização exata de grupos de dados selecionados.

Um acessório opcional, o marca-páginas, permite que você faça um acesso ao L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na última utilização mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou marca de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração.

Além disso, qualquer L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso seu usuário deseje manter selecionados vários trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com o número de páginas.

Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O. através de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada - L.A.P.I.S. Portátil, durável e barato, o L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro. Milhares de programadores desse sistema já disponibilizaram vários títulos e upgrades utilizando a plataforma L.I.V.R.O.

Millôr Fernandes

Fonte: Amigos do livro: o portal do livro no Brasil

Leite Derramado. Vale a pena ler?

Categoria: Sem categoria | Publicado em 09/07/2009 por palermo
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Escrevi aqui, outro dia, que estava lendo Leite Derramado, de Chico Buarque. Terminei já há alguns dias. Por que não escrevi este post antes? Falta de tempo e também de assunto. Não sabia o que dizer sobre o livro. Se gostei. Se não gostei. Enquanto pensava, lia outro livro. Mais um do Scott Turow, mas isso é assunto pra outro post.

Sobre o Leite Derramado, que eu não sabia se estava gostando ou não, agora confesso: gostei.

Chico, já li e ouvi tanto dele que posso cometer essa intimidade de tratamento, descreve as memórias de um homem centenário que faz um “review” (o termo é meu) da sua vida e da história da sua família.

O livro é um monólogo dirigido a quem quiser escutar: sua filha, as enfermeiras ou a você (no caso, eu). E no seu monólogo, às vezes delirante,  ele faz desfilar toda a história decadente da sua família – e da própria aristocracia brasileira – ao longo dos anos.

Assim, de página em página, vamos sendo apresentados a uma decadência social e econômica, entrelaçada à história desse nosso país. 

Na verdade, o livro é uma saga, ou minissaga (ou será mini-saga???)  já que o romance inteiro não tem mais do que 200 páginas. E traz uma história embaralhada cronologicamente, afinal trata-se da memória de um velho de 100 anos.

E este é o aspecto criativo no livro do Chico Buarque. Um discurso meio desarticulado, por isso, curioso. E criativo. A gente chega a se sentir neto daquele velhinho ex-burguês e solitário no leito de um hospital público.

Trat-se de um monólogo, mas não é chato como a maioria deles. Chico (já estou íntimo) consegue criar imagens fortes e nítidas com sua prosa elegante e fluente. Ele descreve pessoas que, de tão detalhadas, tornam-se visíveis aos olhos do leitor. Duvido que alguém que leu o livro não tenha na frente dos olhos a exuberante figura de Matilde.

Bem, já escrevi muito. Se você se interessou pela história, vale a pena conferir. Não é nenhum Budapest, mas é um belo Brastemp.

A Cabana

Categoria: Estamos lendo | Publicado em 06/07/2009 por Maria Carolina Carlos Pinto
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a_cabana Ganhei de presente de minha Prof Elisa o livro A Cabana (William Young, Ed. Sextante, 240p.). A sinopse do livro me pareceu fantástica e comecei a ler o livro imediatamente. Em apenas 40 minutos li o capítulo 1 todinho. Acho que não é a toa que ele se tornou um best-seller e a algumas semana se encontra na lista dos livros mais vendidos.

Abaixo segue o que está escrito na contracapa do livro:

“Esta história deve ser lida como se fosse uma oração, a melhor forma de oração, cheia de ternura, amor, transparência e surpresas. Se você tiver que escolher apenas um livro de ficção para ler este ano, leia A cabana.” - Michael W. Smith

Publicado nos Estados Unidos por uma editora pequena, A Cabana revelou-se um desses livros raros que, por meio do entusiasmo e da indicação dos leitores, se torna um fenômeno de público: já são quase dois milhões de exemplares vendidos.

Durante uma viagem em um fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas em uma cabana abandonada.

Após quatro anos vivendo em uma tristeza profunda, causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o para voltar à cabana onde aconteceu a tragédia.

Apesar de desconfiado, ele vai ao local do crime em uma tarde de inverno e adentra passo a passo no cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre.

Em um mundo tão cruel e injusto, A Cabana levanta um questionamento atemporal: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?

As respostas que Mack encontra vão surpreender você e podem transformar a sua vida de forma tão profunda quanto transformou a dele. Você vai querer partilhar este livro com todas as pessoas que ama.

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Vargas Llosa merecia um elogio

Categoria: Passe longe!, Tenha na cabeceira | Publicado em 19/06/2009 por Giancarlo Proença
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Desde os anos 1980 eu sou fã de literatura latino-americana. O melhor livro já escrito, na minha opinião, é Histórias de Cronópios e Famas, do argentino Julio Cortázar. Ele é o cara, mas também gosto muito de Gabriel García Márquez, de Juan Rulfo, de Borges. E do peruano Mario Vargas Llosa. O cara escreveu muita coisa boa. Mas o livro dessa resenha, não é tão bom assim. Li nesta semana O Elogio da Madrasta, que foi republicado faz pouco tempo.

Esqueci de levar alguma coisa para ler numa viagem a São Paulo. Aí comprei esse livro na Saraiva do Iguatemi para matar o meu tempo. Primeiro que é um livro curto demais – 160 páginas – e não ocupou todo o tempo que eu tinha para matar. Segundo, que é fraquinho. Nem perto de Tia Julia e o Escrevinhador ou A Cidade e os Cães.

O tema do livro é um garoto que seduz a madrasta. É bem interessante a forma que Vargas Llosa constrói a história, usando boas metáforas para sexo. Bem escrito, mas ainda assim, aquém do autor. Ele também enriquece o texto com uma espécie de subtrama: a descrição de uma obra de arte famosa, mas com os personagens do livro no lugar dos retratados. Fica legal, mas meio cansativo. Por isso, esse post vai para duas categorias: Tenha na cabeceira e Passe Longe! Eu simplesmente não consegui me decidir.

Como falar dos livros que não lemos?

Categoria: Tenha na cabeceira | Publicado em 12/06/2009 por Paula Carina de Araújo
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Como falar dos livros que não lemos

Como falar dos livros que não lemos

Uma pergunta?!?!?! Isso mesmo, esse é o título do livro de Pierre Bayard publicado pela Editora Objetiva  em 2007. Quantas vezes já nos deparamos com essa situação, falar sobre livros que não lemos. Opinamos, criticamos e às vezes até indicamos a leitura desses livros. Alguns podem dizer que quem faz isso são só os bibliotecários que aprenderam a fazer leitura técnica de livros. Entretanto, segundo Bayard a maioria das pessoas fala sobre livros que não leu, seja na vida mundana, diante de um professor, escritor ou do ser amado. Falamos de livros que não conhecemos, livros que folheamos, que apenas ouvimos falar e até mesmo dos que lemos mas esquecemos.

O autor faz crítica ao sistema impositivo de obrigações e proibições de leitura. Por exemplo, ler Paulo Coelho para muitas pessoas, principalmente no meio acadêmico, é proibido. Do contrário, existem clássicos que são impostos, dependendo do meio em que você está inserido admitir que nunca leu um determinado autor pode ser um pecado!

É interessante notar a forma como o autor classifica os livros e também as dicas de como agir quando precisamos falar sobre livros que não lemos. Fica a dica de leitura!

*Pierre Bayard é professor de literatura francesa na Universidade de Paris e psicanalista. Divide seu tempo entre a elaboração de romances , ensaios e reflexões em forma de romances policiais.

A menina que roubava livros

Categoria: Estamos lendo | Publicado em 09/06/2009 por cinara
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Estou lendo “A menina que roubava livros” de Markus Zusak, um livro que é narrado pela morte, mas não pense você que é uma leitura pesada, cansativa ou aterrorizante, muito pelo contrário a morte vem se mostrando bastante poética aos meus olhos.
A história se passa entre 1939 e 1943, época em que a Alemanha está em guerra e onde vive a pequena Liesel, que foi levada pela mãe para ser criada por um casal alemão e viu seu irmão mais novo morrer durante a viajem, cena onde Liesel encontra seu primeiro livro e isso desperta uma paixão que nem mesmo a menina consegue explicar. Liesel ainda não sabe ler, mas vai encontrar no pai adotivo Hans, um homem amável e gentil, seu protetor e companheiro de leituras.
O livro fala de muitos outros personagens importantes e interessantes (como o seu melhor amigo Rudy), gostaria de contar para você todos os detalhes do que li até aqui,mas se eu contar tudo não terá graça, quero que você leia e sinta tudo que estou sentindo. Esperava já ter terminado o livro pois estou curiosíssima para saber o desfecho dessa história, mas minha leitura não está andando no ritmo esperado, não que o livro seja chato de ler, mas eu não ando me dedicando o quanto deveria. Prometo voltar a escrever quando terminar de ler(e espero que seja logo).
Então, fica a sugestão.

Biblioteca de José Mindlin na internet

Categoria: Livro é notícia | Publicado em 29/05/2009 por Rafael Leite
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404px-jose_mindlin_smColecionador doou seus livros raros à USP. Um robô “devorador de livros” está escaneando os exemplares.

A paixão de um brasileiro por seus livros em breve vai ser compartilhada com todos nós. A universidade de São Paulo se prepara para receber parte da biblioteca Brasiliana, doada pelo empresário e colecionador José Mindlin.

Poderá ser acessado de qualquer parte do mundo, pela internet, e também fisicamente, em um prédio que está sendo construído para receber a Brasiliana. Um tesouro, de um homem sonhador, que vai se tornar público pelo esforço de gente que acredita que um grande país só se faz com cultura e educação.

É em um vazio moldado a ferro, onde ainda o concreto escorre, que caberá o conhecimento. A biblioteca por enquanto é toda imaginação. “São três andares de livros. Todas as paredes com toda coleção exposta. A ideia é que a gente tivesse sempre o visitante em contato com o acervo”, explica o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb.

Este será o corpo da Brasiliana, biblioteca formada por 17 mil títulos, todos sobre o Brasil ou feitos no Brasil, doados à USP pelo avô de Rodrigo, o empresário e bibliófilo, José Mindlin. “A arquitetura é coadjuvante nesse processo porque os livros são a alma. Estamos cuidando de dar um corpo para receber dignamente a coleção e ter acesso para meus filhos, netos e de todos nós”, diz o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb.

A alma da Brasiliana ainda está bem longe; na casa de José Mindlin, no espaço especialmente construído, ao lado do jardim, para abrigar a biblioteca dele com quase 100 mil volumes. É uma sala de preciosidades e raridades. Os livros são do século 19, de literatura brasileira. Lá, estão quase todas as primeiras edições dos livros de Machado de Assis. Há as primeiras edições dos dois romances mais lidos no século 19: “O guarani”, de José de Alencar e “A moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo.

Ao pé da escada fica Santo Inácio, um verdadeiro santo do pau-oco. No espaço de trás escondiam o ouro para escapar ao fisco dos portugueses.

É neste espaço da memória e do passado que vive um novo agregado: um robô do século 21, um devorador de livros, que lê 2,4 mil páginas por hora. O livro que o robô tem nas mãos é “Helena”, autografado por Machado de Assis, dedicado a um velho amigo dele, Salvador de Mendonça. A tudo isso nós teremos acesso, via internet.

“Enquanto o prédio está sendo construído, já estamos construindo a biblioteca digital”, aponta o coordenador da Brasiliana digital Pedro Puntoni. “Podemos transformar uma imagem recém tirada do robô em uma página que seja portátil para a web”, explica o engenheiro de computação Vitor Tsujiguchi. “O usuário vai ver o livro tal como ele é: a imagem do livro original, mas por trás dessa imagem há uma versão digitalizada, como se fosse transcrito.

O usuário pode fazer busca por palavra, frase, iluminar trecho, copiar e colar. A pessoa vai poder imprimir em casa, encadernar e colocar na sua estante”, antecipa o coordenador da Brasiliana digital Pedro Puntoni. O robô reconhece 120 línguas. Até o final do ano o plano é que ele tenha digitalizado 4 mil livros e 30 mil imagens. Quem está encantado com o trabalho do robô é o professor titular de história do Brasil, Istvan Yancsó, coordenador geral do projeto: “O conceito dessa biblioteca é atender a uma multiplicidade de destinações.

É um serviço que a USP vai prestar à nação. Tudo que nós estamos fazendo é sempre em cima da ideia de que é uma colaboração para montagem de alguma coisa que não vai ser a Brasiliana da USP, vai ser uma Brasiliana brasileira”.

Os primeiros livros que já estão sendo digitalizados são os dos viajantes que percorreram o Brasil nos séculos 16, 17, 18 e 19. Toda a coleção das gravuras de Debret. Depois disso será a vez de todos os livros de história do Brasil e literatura brasileira. Os 17 volumes da primeira edição dos sermões do Padre Vieira, a primeira edição brasileira de “Marília de Dirceu”, de Tomás Antonio Gonzaga - só existem três unidades no mundo. De José de Alencar, a primeira edição do “Guarany”, livro raro. José Mindlin passou boa parte da vida atrás desse exemplar, um dos únicos existentes e de muitas outras raridades.

Uma biblioteca como esta é um espaço para eternas descobertas. Cristina Antunes, organizadora da biblioteca Mindlin há 29 anos, sabe disso: “Até hoje descubro livros que eu não vi, que eu não li, que não conheço”. Toda essa coleção começou com um livro de história do Brasil de Frei Vicente de Salvador, e comentários de Capistrano de Abreu. José Mindlin tinha 13 anos, hoje, aos 94, quase 100 mil livros depois, quer dividir com todos o grande prazer que os livros lhe deram. “Era um sonho, no meio de muitos outros, era sim”, diz o bibliófilo José Mindlin.

A biblioteca Brasiliana está sendo construída na USP com doações de empresas. O prédio deve ficar pronto em julho de 2010. Os primeiros livros já deverão ser abertos para consulta, via internet em meados de junho. A partir daí, serão incluídos 200 livros e quase mil imagens por semana.

Fonte: Bom Dia Brasil 20/05/2009 - Rede Globo